Communities of Practice
Hoje tinha de escrever alguma coisa para o meu blog. Estou a tentar disciplinar-me na escrita e então decidi introduzir um tema que ando a tentar compreender melhor: Communities of Practice.
Uma Community of Practice é uma forma de criar e renovar conhecimento nas organizações. É por vezes uma solução na transformação de modelos de desenvolvimento de Software Waterffal para modelos mais ágeis e lean. Ao eliminar equipas especializadas (Testers, Architects, Developers, Designers) as pessoas podem perder as condições ideais para se especializarem em assuntos e áreas de interesse profissional. Não acho que o facto de as equipas serem multidisciplinares e trabalharem em todos os aspectos do desenvolvimento do Software, seja justificação para acabar com o conhecimento que é criado através destas equipas.
Os Testers geralmente pesquisam e desenvolvem soluções que lhes permitem melhorar os testes de Software. Os Architects pesquisam e desenvolvem conceitos de Software que, sendo implementados, criam valor no produto. Os Developers pesquisam e desenvolvem soluções que possam proporcionar um aumento de eficiência no seu trabalho. Acho que é importante que se continue a ter as condições para criar este tipo de conhecimento e uma das formas de o conseguir é através de Communites of Practice.
Ficam aqui alguns recursos sobre o assunto:
- Cultivating Communities of Practice: A Guide to Managing Knowledge – Seven Principles for Cultivating Communities of Practice
- Cultivating communities of practice: a guide to managing knowledge – Google Books
- Communities of Practice: The Organizational Frontier
- Wikipedia
Vídeo:
Caterpillar- Collaboration Through Communities of Practice
Slides:
Communities of Practice: Conversations To Collaboration
Esta relação que faz das comunidades de prática com a desenvolvimento de software é interessante mas está longe de ser a motivação principal, ou o cenário habitual, na utilização de CoPs.
As comunidades de prática são espaços de diálogo, troca de conhecimento e experiências, e, por vezes, colaboração. Não têm, por definição, o propósito de produzir outputs específicos (apesar de o poderem fazer, claro!) e requerem, da parte dos participantes, do tipo de conhecimento que só se consegue reunir pela prática.
Para mais informação sobre comunidades de prática, em português, sugiro uma visita a http://kmol.online.pt/tag/comunidades
Obrigado pelo comentário Ana.
A relação que fiz entre CoPs e SWdev é feita num contexto muito específico, e acho que neste contexto é um cenário habitual.
Mas podemos trocar mais experiências, que seria interessante para aprender mais um pouco sobre CoPs.