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Porque é que eu gosto das metodologias ágeis para desenvolvimento de Software?

Nesta história a equipa estava a trabalhar no lançamento de um produto para o mercado. O projecto já dura à um ano e é gerido com técnicas “tradicionais”* de desenvolvimento de software. Uma das iniciativas (ou sub-projecto, ou projecto no contexto de um programa) inclui um site,  um blog e um perfil no Facebook, no Twitter e no Youtube, onde se irá anunciar o grande lançamento do produto para o mercado.

Um mês antes do grande lançamento a equipa responsável pela comunicação pergunta ao desenvolvimento: “Quando é que o produto vai estar pronto? Precisamos de uma data para comunicar ao público o grande lançamento”.

A equipa de desenvolvimento respondeu qualquer coisa como: “Já está 85% feito.”

Com uma contas, o gestor de projecto prevê que dentro de um mês o produto estará pronto para o mercado. E foi com esse pressuposto que a equipa de comunicação anunciou a data do lançamento “imprevisível” do grande lançamento no site, no blog, no Facebook, no Twitter e no Youtube.

Mas será que aconteceu o pior?

No dia de lançamento (segundo as expectativas da equipa de comunicação), a equipa de desenvolvimento diz que não é possível lançar o produto hoje.

Infelizmente para a equipa, a data de lançamento calhou a uma Sexta-Feira, quando já todos andavam atacados com o stress pre-release. Depois do problema escalado, a direcção da empresa pede gentilmente que se esforcem ao máximo durante o fim de semana para lançar o produto na próxima Segunda-Feira. Até lhes ofereceu recompensas financeiras.

O produto é lançado na Segunda-Feira, mas apesar do incentivo financeiro,  a equipa perdeu muita motivação com este acontecimento. O overtime e sensação de “falha” é sempre um desmotivador e não há dinheiro que “mexa” nessa psicologia.

Agora, porque é que eu gosto das metodologias ágeis para desenvolvimento de software? Não vou aqui falar de tudo, é claro, mas apenas de um ponto que acho importante no contexto desta história tão comum.

Disciplina nas entregas (e tudo que o processo traz de borla)

  • A trabalhar com iterações que produzem Software “utilizável”  e com um conjunto de funcionalidades conhecidas, a equipa ganharia disciplina nas datas de entrega (Com uma gestão apropriada da equipa).
  • Se as iterações tivessem duração de 3 semanas e a equipa confiasse que necessitava de uma iteração para atingir um conjunto de funcionalidades, que somadas às produzidas nas iterações anteriores igualavam as funcionalidades mínimas para lançar o produto, então a equipa de comunicação poderia estar confiante ao anunciar a data do grande lançamento

Será este ponto importante para repensar algumas metodologias de desenvolvimento de Software? Ou assumimos a postura da  negação: “Ahh, podia ser pior se tivéssemos marcado um evento com a comunicação social e grandes investidores.”?  🙂

* Refiro-me aqui às técnicas que apenas são reconhecidas como boas práticas dentro da empresa um por um grupo restrito de empresas. 🙂

jpereira

http://jpereira.eu

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