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Tag: Negócio

O “novo papel” dos CIOs???

Decidi recuperar um artigo com quase dois anos que escrevi no meu antigo blog quando vi o artigo no tek.sapo.pt : Estudo desvenda o “novo papel” dos CIOs.

Apenas introduzi uma ou duas alterações ao meu artigo de 21 de Dezembro de 2007 onde já falava no “novo papel” dos CIOs ou directores de informática ou como lhe preferirem chamar.

Mudança, TI e negócio

A mudança está hoje indiscutivelmente associada ao mercado global onde nos encontramos e também estará mais no futuro. Estar na liderança significa estar atento às ameaças e oportunidades que essas mudanças trazem. Aproveitar as oportunidades, combater as ameaças e manter a visão é a fórmula para o sucesso. No entanto, estas mudanças significam alterações na forma como as empresas fazem negócio e inevitavelmente alterações estruturais dentro da empresa.

Inegavelmente, as TI (Tecnologias de Informação hoje são um elemento indissociável ás operações da empresa, por isso as TI terão de acompanhar essas alterações e evoluir de modo a criar ou melhorar as capacidades operacionais necessárias para os objectivos da empresa, cada vez mais mutáveis.

Infelizmente muitas empresas ignoram esta associação e tendem a esquecer as TI por completo, resultando num erro que as levam a não conseguir agarrar as oportunidades e falhar os seus objectivos.

Para lutar neste mercado agressivo é imperativo investir em estratégias de TI iterativas que são ajustadas com frequência suficiente para manterem as capacidades operacionais da empresa de acordo com os objectivos de negócio. Apenas assim será conquistada e perpetuada a liderança.

Infelizmente em Portugal, muitas PME, e mesmo grandes empresas, não tem a mesma visão relativamente ás TI. Conheço casos em que são contratados “responsáveis pela informática” que o único papel é fazer manutenção de sistemas. Um computador avaria, uma impressora que não imprime, um sistema operativo que está lento, etc etc. São estas as tarefas rotineiras e quase desprezáveis dos “responsáveis pela informática“. O problema é que a empresa não consegue perceber que esses “responsáveis pela informática” são, muitas vezes, ignorantes no que diz respeito ao negócio da empresa e que essas pessoas apenas estão a trazer prejuízo à  empresa.

Pergunte ainda hoje ao seu “responsável pela informática” o que deve se feito para atingir o objectivo de negócio X. Pergunte-lhe de que forma ele está a contribuir para a visão da empresa. Peça-lhe para quantificar o retorno do seu ultimo investimento em sistemas de informação.

Pergunte-lhe quais são as estratégias dele para os próximo três meses e de que forma essas estratégias estão alinhadas com os objectivos de negócio. Pergunte-lhe, ainda, que capacidades operacionais são necessárias para a empresa atingir os objectivos, e quais os sistemas de informação estão projectados para conseguir essas capacidades operacionais. Existem tantas perguntas que poucos “responsáveis pela informática” conseguem responder simplesmente porque eles não entendem o negócio e, mais grave, não entendem o papel deles.

Não contrate “responsáveis pela informática“. Devem ser criadas estruturas de gestão dentro da empresa e criar o papel de CIO. Um CIO deve entender o negócio da empresa tão bem como o responsável máximo da empresa. Deve conhecer o panorama do mercado, incluindo concorrência, oportunidades, ameaças, factores geográficos, sociais, económicos e políticos que influenciam o negócio, fornecedores e clientes, etc. etc. Peça-lhe para criar estratégias e executar planos para melhorar as capacidade operacionais e consequentemente ajudar a atingir os objectivos da empresa. Dê-lhe autonomia e condições para colocar a empresa na liderança.

As TI transformam industrias e mercados. Tenha as TI do seu lado e não contra si.

Artigo originalmente publicado em 2 de Dezembro de 2007. Será que o diz o estudo “A Nova Voz do CIO” é novidade para alguém?

Link do meu artigo original: http://old.jpereira.eu/mudanca-ti-e-negocio.html

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A história do homem dos cachorros quentes!

“O homem que vendia cachorros quentes à beira da estrada tinha problemas de audição por isso não ouvia rádio. Tinha problemas de visão e por isso não lia jornais nem via televisão. Mas o homem vendia bons cachorros quentes. Colocava sinais na estrada a indicar a sua barraca. Toda a gente gostava dos cachorros quentes do homem. Com o passar do tempo, ele comprou uma barraca maior, e começou a andar pela região a vender os seus cachorros quentes, que toda a gente adorava e comprava. Melhorou a receita dos seus cachorros quentes e ainda mais pessoas compravam os seus cachorros, porque toda a gente os adorava. Ao seu filho, que acabara a universidade há pouco tempo, o homem pediu para o ajudar no negócio, para vender mais cachorros, porque toda a gente gostava dos seus cachorros e ele não tinha mãos a medir. O seu filho, informado e educado virou-se para o pai e perguntou :”Você não lê os jornais? Não vê televisão? Não ouve rádio? Não sabe que estamos à beira de uma depressão económica, que as pessoas estão a perder os seus empregos, há falta de dinheiro em todo lado? Não sabe que estamos a viver uma recessão?”. O homem acreditou no filho. Afinal, o filho tinha estudado na universidade e estava informado porque via televisão, lia jornais e ouvia rádio. O homem deu ouvidos ao filho e começou por vender a barraca que tinha comprado recentemente. Retirou os sinais da estrada a indicar a barraca de cachorros. Desistiu da nova receita de cachorros, pois tinha ingredientes especiais e mais caros. De um momento para o outro, o negócio dos cachorros entrou em declínio. O homem deixou de vender tantos cachorros, começou a ter falta de dinheiro e teve de encerrar o negócio. O homem, virou-se para o seu filho e disso “Filho, tinhas razão. Estamos mesmo numa depressão. Agora vamos esperar que passe e pode ser que se volte a abrir a barraca dos cachorros quentes um dia.””

Moral da história? O pensamento negativo é contagiante e leva as pessoas a tomar as piores decisões nos momentos mais críticos.

 

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